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Mostrando postagens de dezembro, 2019

A LÍRICA AUTÊNTICA E INTENSA NA POESIA DE KEILA TAVARES

             Não é difícil ler Keila Tavares e se identificar com seu lirismo poético. É paradoxalmente leve, feroz, radical e simples, como tudo o que é humanamente expressado. Diz na lata a que veio sem cerimônias. Na verdade, nenhuma poesia deveria ter tantos espinhos no caminho. A poesia como acontecimento universal deveria ser acessível a qualquer alma sedenta na busca por si mesmo. De modo que o “eu lírico” atuante é de uma pureza, ingenuidade e intensidade latentes. Não tem medo de construir a rima no verso seguinte e o faz sem receio do “estruturalismo” mordaz que, como fantasma, passeia a assustar boas propostas; o novo.             Em “Concupiscência” a carne não teme ser crua e nua; despe-se a Baco, deus do prazer e entorpecimento. Prossegue em “Instinto” o mesmo mote para desatar num hedonismo frenético e sem pudor “Como um lampejo, Volta todo meu desejo; Teu nome pro...